A transfusão de sangue de mulheres que foram mães pode ser perigosa para o homem

Uma pesquisa observacional revela que houve um 13% de aumento no risco de morte entre os homens que receberam sangue de mulheres que tinham estado grávidas. De todas formas, os resultados há que tomá-los com cautela

Um estudo realizado por pesquisadores holandeses, e cujos resultados foram publicados na revista JAMA, revelou um dado que promete levantar uma grande polêmica. E é que, segundo este relatório, a transfusão de sangue de mulheres que foram mães pode aumentar em até 13% o risco de morte em homens.
Os pesquisadores realizaram o estudo com 31.000 voluntários ao longo de vários anos. E durante o período que durou a pesquisa, foram mortas cerca de 4000 pacientes masculinos. Os autores do estudo, comprovaram que a mortalidade foi significativamente maior naqueles que receberam sangue de mulheres que eram mães. No entanto, não havia nenhum aumento especial nem nos homens que haviam recebido transfusões de mulheres que não tinham dado a luz nunca, nem no grupo das mulheres (com independência de que o sangue que tivessem recebido delas proceder de mulheres que tinham sido mães ou não).
Mas, qual é a causa dessa anomalia? Os autores do estudo não sabem, com certeza, mas operam como uma hipótese. Explicam que, às vezes, as pessoas que recebem transfusão de sangue pode sofrer uma síndrome conhecida como TRALI, que consiste em uma lesão pulmonar aguda. Os pesquisadores acreditam que as mudanças que a gravidez provoca no sistema auto-imune da mulher podem reflectir-se no seu sangue e aumentar o risco de sofrer TRALI em o homem que recebe a transfusão.
De todas formas, há que ter em conta que se trata apenas de um estudo observacional, o que faz necessário realizar mais experimentos para confirmar a validade destes resultados, e descartar assim que esse aumento no risco de mortalidade de não obedecer a outras causas.

Dormir de lado durante a gravidez poderia evitar a morte prematura do feto

Uma pesquisa revela que as mulheres que dormem de barriga para cima durante os últimos três meses de gravidez têm mais risco de perder o filho que esperam

O que é melhor durante a gravidez: dormir de barriga para cima ou de lado? Um estudo realizado por membros do Tania s Stillbirth Research Centre at St Mary’s Hospital, em Manchester, revela que a segunda das duas opções pode ajudar a prevenir a morte prematura do feto durante os últimos três meses de gestação.
Os autores do relatório analisaram os casos de mais de mil mulheres, parte das quais tinham perdido o filho que esperavam, enquanto que o resto haviam terminado a gravidez feliz. E notaram que aqueles que dormiam de barriga para cima durante os últimos três meses, tinham o dobro de risco de perder seu bebê.
A causa de que isto é assim ainda não se conhece com certeza, embora os especialistas suspeitam que pode dever-se a que o peso combinado do bebê e o útero pode exercer uma pressão excessiva sobre os vasos sanguíneos, impedindo que chegue sangue suficiente para o feto. Em contrapartida, ao dormir sobre um dos lados (da mesma forma que seja, o esquerdo ou o direito, já que o estudo não encontrou diferenças entre os dois casos), essa pressão é aliviada.
Os autores do estudo não querem nem que nenhuma mulher grávida entre em pânico ao acordar no meio da noite e ver que está deitada de costas, pensando que seu bebê está em risco de morte. E alertam que o mais importante é a posição em que a pessoa se deita, já que essa é a que passa a maior parte do tempo de sono, apesar de, em seguida, pode mudar durante a noite.
Ainda assim, para evitar sustos desnecessários, os médicos aconselham as grávidas, colocar travesseiros atrás das costas, para que as impeçam de se deitar sobre ela.

Inteligência Artificial contra problemas do coração e o câncer de pulmão

Pesquisadores de um Hospital de Oxford desenvolver uma tecnologia capaz de diagnosticar este tipo de doenças, com apenas um scanner

Antecipar o início da doença, à origem. Esse é o grande desafio dos médicos: poder dar o primeiro sinal de alarme. Mas há que reconhecer, que também são humanos, e, muitas vezes, não conseguem detectar a olho nu, em uma imagem de scanner, um risco ou complicação no coração.
Para evitar erros ou operações desnecessárias (1 de cada 5), o Hospital John Radcliffe, em Oxford, foi desenvolvido um sistema de Inteligência Artificial chamado “Ultromics” que possa vir a dar uma mão àqueles médicos que querem ser mais precisos em seus diagnósticos. Para que vos torneis uma ideia, esta tecnologia é capaz de detectar aqueles sinais ou detalhes que os seres humanos se lhes escapa. Já foi testado em 6 unidades de cardiologia, com resultados mais eficazes. Se o sistema detecta algo que não está bom, informa o médico para que tome medidas.
Fonte: BBC
De acordo com os criadores e os cardiologistas, que chegaram a experimentá-lo, os números podem ser melhoradas significativamente. De fato, atualmente, os 60.000 scanners de coração que se fazem ao ano, 12.000 pessoas podem ser diagnosticadas de forma errada, o que representa um custo para o sistema de saúde britânico, cerca de 700 milhões de euros. Com este novo sistema o gasto descer para metade.
O sistema foi treinado com imagens de scanner de 1000 pacientes tratados nos últimos 10 anos, por problemas de coração ou problemas derivados. Graças a elas, você pode detectar aquilo que não conseguimos ver a olho nu.
Câncer de pulmão
Esta tecnologia também está sendo testada para detectar possíveis nódulos cancerígenos em pulmões doentes. É um sistema que ajuda a detectar de forma mais precisa tumores, embora já será uma questão de os médicos estudar se são benignos ou não. Calcula-Se que mais de 4.000 pessoas poderiam chegar a ser diagnosticados por ano no Reino Unido, poupando custos e salvando vidas.
Fonte: BBC
Tags: câncer, coração, scanner, pulmão e saúde.

Gostaria de ter sonhos lúcidos? Nós mostramoslhe como fazêlo

Podem ser benéficos para a saúde, desde que sejamos capazes de controlá-los de forma adequada.

Se você não se lembra de ter tido essa sensação de saber que está sonhando e ainda poder controlar o que se passa no sonho, você não é um bicho raro. Tranquilos, porque de acordo com um par de estudos levados a cabo em 2011 e 2016, apenas 50% dos seres humanos são capazes de fazê-lo e apenas 25% de reconhecer tê-los de forma frequente, ou ao menos se lembrar dessa sensação quando acordam.
Se você quer ser mais um do grupo (eu também reconheço tê-los com freqüência), um grupo de cientistas da Universidade de Adelaide, na Austrália, deu com dicas interessantes que ter em conta para poder aumentar as possibilidades de incluir um sonho lúcido em nosso descanso.
É evidente que um estudo deste tipo de sonhos é extremamente complicado, mas conseguiram uma aproximação com a ajuda de 169 voluntários que concordaram em passar por 3 provas diferentes. A cada um deles lhe entregou um diário para que apuntasen tudo o que lembrassem de seus sonhos durante uma semana.
Fotograma do filme “a Origem”
Técnicas
Uma das primeiras técnicas consiste em acostumar o nosso cérebro a reconhecer a realidade que nos rodeia enquanto estamos despertos, para sermos capazes de fazer o mesmo enquanto dormimos. Se reforçamos o hábito, pode-se reproduzir enquanto dormimos.
Um segundo processo consistia em acordar às 5 horas de estar a dormir, e voltar a dormir rapidamente. Um estado em que é mais fácil do que os sonhos possam ser reproduzidos com facilidade.
A terceira técnica, a qual é conhecida como (MILD – ficção científica Induction of Lucid Dreams, em castelhano Indução de Sonhos Lúcidos) implica repetir esta frase quando estamos acordados antes de ir dormir: “da próxima vez que você está sonhando, vou lembrar-me de que estou sonhando”. Graças a esta última técnica, 46% conseguiu reconhecer ter tido um sonho lúcido. Segundo os cientistas, esta técnica funciona do que conhecemos como “memória antecipada”, que é a capacidade que temos de nos lembrar de fazer coisas no futuro.
Fonte: Science Alert
Tags: dormir e sonho.

Tomar 3 cafés diários reduziria em 50% o risco de morte por HIV

Este risco é reduzido também em pacientes com Hepatite C

Não é a primeira vez que mostramos os benefícios do café, e parece que nos repetimos, mas não. Realmente, os cientistas estão vendo essa mistura a solução para muitos problemas de saúde e como a fonte da eterna juventude. Ao que parece, a cafeína não é tão ruim como muita gente faz crer.
Desta vez, um estudo de um grupo de pesquisadores franceses tem focado seus esforços em demonstrar os benefícios do café na redução do risco de morte por doenças como o HIV e da Hepatite C tem Tudo a ver com as propriedades anti-inflamatórias e favoráveis ao fígado, o que tem esta antiga bebida e que, aparentemente, ajudam de forma muito especial a pacientes nas últimas fases destas doenças, onde se podem desenvolver complicações hepáticas e cardiovasculares, assim como o diabetes.
Para chegar a essa conclusão estudaram durante 5 anos a 1.028 pacientes infectados com HIV e da Hepatite C. No início da pesquisa, um em cada quatro pacientes relataram que beber pelo menos 3 copos de café por dia. Quando chegaram ao final, ocorreram 77 mortes. Ao parar para analisar os dados, se deram conta de que esta rotina teria reduzido em 50% o risco de mortalidade, mesmo após levar em conta outros fatores de saúde associados às suas doenças.
Obviamente, o café é uma bebida milagrosa. De fato, o seu consumo em quantidades elevadas pode afetar os padrões de sono, alterar os níveis de ansiedade e causar insônia. Mas graças a este estudo, apontam os pesquisadores, “conseguimos ver um padrão que sugere que o café pode ser usado para prevenir ou melhorar as condições de saúde desses pacientes”.
Fonte: IFLScience
Tags: cafe, doenças, hepatite C e HIV.

As batas dos médicos estão cheias de germes

Assim revela um estudo realizado em hospitais britânicos

A bata branca é uma peça inconfundível para distinguir os médicos. Mas também pode ser uma via inesperada para transmitir germes, tal como revela um novo estudo realizado na Grã-Bretanha. Os autores do relatório realizaram um experimento com um grupo de médicos e enfermeiros, a metade deles equipados com vestidos de manga longa, e o resto das peças de roupa com manga curta.
Os voluntários tinham que fiscalizar e auscultar um manequim infectado com o chamado vírus do mosaico da couve-flor. A tarefa foi feita com luvas e, uma vez terminada, se os tiraram, e lavaram as mãos, antes de inspecionar outro manequim livre de germes.
E o resultado foi que os médicos e de saúde, que usavam vestidos de manga longa transmitiram o vírus ao segundo manequim, algo que não aconteceu com os voluntários que usavam roupas com manga curta. A experiência confirma que as mangas longas tornam-se uma fonte de transmissão de germes entre o médico e o paciente.
E não é o primeiro estudo que mostra resultados semelhantes. Já em 2011, um einforme publicado no Journal of Infection Control, revelou que mais de 60% das roupas do pessoal médico dos Estados Unidos estava contaminada com patógenos de diversos tipos. Mas, o que acontece em Portugal? Um outro estudo, realizado em 2015 em hospitais públicos madrilenos detectou-até oitenta tipos diferentes de bactérias nas combinações do pessoal médico.

2500 pacientes de câncer não podem acessar os novos medicamentos

A falta de financiamento de novas drogas limita o acesso de grande importância em saúde pública

É possível que os pacientes tratados de câncer na saúde pública não tenha o melhor tratamento possível. Ao menos isso resulta de um estudo apresentado na reunião da Sociedade Europeia de Oncologia Médica, que revela que até 2.500 pacientes espanhóis podem passar por esta situação.
Em particular, o estudo faz referência a fármacos que tenham sido aprovados pelas autoridades europeias, mas que, na prática, limita-se o acesso por motivos econômicos. A pesquisa também foi focado em diferentes países europeus e o número de pacientes que passa por esta situação, pode ser de até 200.000 pessoas.
Neste sentido, de acordo com os resultados do estudo 34% das classificações de novos medicamentos por parte das autoridades sanitárias terminam com algum tipo de restrição com base em razões económicas.