Derribamos 8 mitos sobre o açúcar que você não deve acreditar

Nem é uma droga, nem é a causa da diabetes, nem devemos excluí-lo de nossa dieta

Não vamos negar que o açúcar é essencial para a nossa vida, mas que as quantidades consumidas devem ser equilibradas para que não sejam um obstáculo dentro de nossa dieta. Mas, a verdade é que se trata de um alimento que causa muita controvérsia: desde aqueles que dizem que é a pior droga que pode existir, que o seu consumo é uma das principais causas da obesidade infantil, até mesmo, devemos reduzir o consumo ao mínimo, mesmo removê-la de nosso cardápio diário (sempre e quando sejam açúcares adicionados e não-naturais).
Como sabemos que esta fonte de energia gera muitas dúvidas, vamos tentar resolvê-los falando do mito e de sua realidade, já que, como diz a cardióloga do Hospital Presbiteriano de Columbia, Jennifer Haythe: “Todos nós precisamos de açúcar, é um dos blocos importantes que dá o funcionamento de nossos corpos, então, são necessários”.
Portanto, tão mau, não será, não é?
Fonte: Science Alert | Business Insider
Tags: açúcar.

Amputan as mãos e as pernas de uma mulher após dar à luz

Uma mãe luta contra a infecção bacteriana conhecida como fascite sepse, a qual se desenvolveu aos poucos dias de que seu filho nascesse

Fonte: Facebook De Mike Sampson
O sonho dessa mulher canadense de 33 anos, Lindsey Hubley, tornou-se um pesadelo em questão de dias. O que parecia ser um parto normal acabou se tornando um problema de saúde para a jovem, que leva 7 meses no hospital, sofrendo várias operações, entre elas a amputação das mãos e das pernas, bem como uma histerectomia (remoção do útero).
Não é a primeira vez que falamos em Quo da fascite necrótica. Trata-Se de uma grave infecção que destrói a pele e os tecidos musculares, pouco a pouco, daí que muitos se referem a ela como a “bactéria comecarne”. Ainda assim, são muitas as que podem vir a promover o desenvolvimento de sintomas como os estreptococos do grupo A, a Klebsiella, Bactérias, Escherichia coli ou o Staphylococcus aureus. Uma vez que estas entram no corpo através de uma ferida na pele, é uma questão de horas ou dias que a bactéria começa a “fazer efeito” no corpo em que habita.
A pele começa a ficar vermelho ou roxo, pode até sair úlceras, bolhas e pontos negros na pele. A forma de combater esta infecção é com antibióticos, mas uma vez que a pele está morta, é necessário removê-la, porque pode contagiar as células que ainda não foram contaminadas.
Fonte: Mike Sampson
O que poderia acontecer neste caso?
Estar grávida já representa um alto risco para o desenvolvimento de infecções, em grande parte, por alterações hormonais que podem alterar o sistema imunológico. Mas, neste caso, é realmente estranho e incomum, de fato, um estudo em 2014, realizado nos Estados Unidos, detectou apenas 4 casos por ano deste tipo por cada 100.000 gravidezes, o que representa um percentual muito baixo. Deles, 80% ocorreu no pós-parto e 60% necessitou de um tratamento intensivo de cuidados intensivos.
Agora, a jovem foi denunciado ao centro, por ter contraído a infecção, já que considera que se trata de uma negligência médica. E é que, aparentemente, se aproximou do centro, após dar à luz por cerca de fortes dores no estômago, para os quais não deram tanta importância. Acreditam que, se lhe tivessem tratado nesse momento, talvez poderiam ter reduzido os sintomas.
Apesar de que não se sabe qual foi a via pela qual acabou infectada, acredita-se que poderia ser por uma ferida na vagina que precisava de ser suturada. Você pode dar uma mão para a família com a conta em GoFundMe, com a qual pretendem conseguir dinheiro para arcar com os custos hospitalares.
Fonte: Live Science
Tags: bactéria e fascite necrótica.

Pesquisadoras espanholas descobrem uma nova forma de frear o HIV

O achado foi patenteado e poderia servir para fazer face aos casos em que o vírus muta e o tratamento deixa de ser dinheiro

Ermesenda Suárez, Maria Yáñez-Mó e Vera Rocha-Perugini
Felizmente, em muitos pacientes infectados pelo HIV, o vírus pode ser controlado e que era uma doença mortal se transformou em uma patologia crônica. Mas há momentos em que tudo não vai bem. Por exemplo, o vírus pode sofrer mutações e os fármacos que ontem eram eficazes deixam de sê-lo, o tratamento pode resultar em importantes efeitos colaterais ou simplesmente não ser totalmente eficaz em algumas pessoas.
É neste contexto que se pode enquadrar o importante descoberta de um grupo de científicas espanholas. Conseguiram identificar uma estratégia para evitar que o vírus se coloque em marcha o seu equipamento para se espalhar pelo organismo. O plano passa por eliminar os ‘tijolos’ com os que o HIV constrói o DNA que então entra na célula por herpes e foi publicado na prestigiosa revista Nature Microbiology.
“O vírus entra na célula, mas não é capaz de se multiplicar”, resume a Quo Maria Yáñez-Mo, uma das autoras do trabalho e pesquisadora no Centro de Biologia Molecular Severo Ochoa (UAM-universidade de lisboa).
Em concreto, as pesquisadoras descobriram a relação entre dois componentes celulares que participam da multiplicação do HIV: CD81 e SAMHD1. A primeira é uma proteína presente na membrana celular, enquanto que SAMHD1 é o que se conhece como um fator de restrição do HIV: “as células que possuem altos níveis desta proteína não se infectar com o HIV”, define Yáñez-Mo. O porquê desta ‘imunidade’ é porque SAMHD1 destrua os ‘tijolos’ com que o vírus constrói o material genético com o que infecta a célula herpes, os desoxinucleótidos ou dNTPs.
E que relação existe entre os dois componentes? A ativação de CD81 por parte do vírus HIV provoca a degradação de SAMHD1, tornando vulnerável a célula a replicação do vírus em seu interior. Mas aí vem o cerne da questão, as pesquisadoras conseguiram bloquear CD81, o que fez manter altos níveis da proteína que destrói os ‘tijolos’ que usa o vírus e impedindo assim a progressão da infecção.
“A AIDS é uma doença que se conseguiu controlar, mas como é mutagênico sempre é útil ter outras ferramentas na câmara”, comenta Yáñez-Mo. Além disso, as pesquisadoras descobriram que sua descoberta pode ser aplicada a outros retrovírus, como por exemplo alguns vírus da hepatite.
A descoberta foi patenteada e o próximo passo poderia ser testá-lo em pessoas, já que as científicas têm trabalhado com o material humano in vitro. De fato, algumas farmacêuticas já se interessaram pelo projeto.

Quais são os perigos de explodiremse uma espinha?

Recomenda-Se especialmente não fazê-lo na zona na zona que se encontra entre os lados da boca e a ponte do nariz

A publicação especializada Journal of Emergence Medicine, recolhe-se o caso de um paciente que chegou ao John H. Stroger Jr. Hospital of Cook County de Chicago, com uma dolorosa infecção sob o lábio inferior (se você quiser ver a imagem você pode fazê-lo aqui, mas o utilizador é informado de que pode ser bastante desagradável). Tudo tinha começado depois que o homem se tivesse arrebentado uma espinha usando… uma ferramenta de carpintaria!
Os médicos diagnosticaram que o homem sofria de blastomicosis, uma infecção que ocorre ao inalar os esporos de um fungo chamado Blastomyces dermatitidis, que está presente na madeira em decomposição. Apesar de ser infectado por via cutânea é possível, também é algo muito pouco comum, e até à data, só havia cerca de 50 casos descritos na literatura médica. Os médicos que trataram o paciente consideram que se infectou por utilizar o instrumental de carpinteiro para explodirem-se a espinha.
E, embora não seja comum que a gente recorra a métodos tão drásticos para explodirem-se um grão de cara, o certo é que essa ação aparentemente inofensivo pode acarretar riscos (por vezes graves) para a saúde.
Em Quo entramos em contato com Paloma Borregón, membro da Academia Espanhola de Dermatologia e Venereología, que nos explicou que: “Quando os pequenos nos diziam que não nos tocásemos dos grãos, o certo é que tinham razão”, nos conta. “A pele está cheia de bactérias e ao estourar um grão ou uma espinha estamos fazendo uma pequena ferida, que para elas é uma via de entrada”.
Segundo a especialista, o perigo de que reste apenas uma pequena cicatriz por explodirem-se os grãos, está sempre latente. Mas o de sofrer uma infecção que tenha consequências mais graves, também não há que descarte. “A área mais vulnerável é a que se encontra entre os lados da boca e a ponte do nariz”, conta, referindo-se a uma área do rosto que geralmente conhecidas popularmente como o triângulo da morte.
“Nessa área”, explica a especialista, “as vias de drenagem do rosto comunicam diretamente com o sistema nervoso, e uma infecção pode ter consequências muito graves. Não é algo que sola ocorrer com freqüência, mas esse perigo se que existe. Antigamente, havia gente que até morreu por infecção de um abcesso nessa área, apesar de que hoje em dia, graças aos antibióticos é muito difícil que se chegue a acontecer algo assim”.

Esta cápsula viajará por seu intestino para descobrir por que você tem gases

Está equipada com um computador em miniatura

Todo mundo tem gases de tempos em tempos. Mas há pessoas que sofrem de forma crônica, o que se torna um problema muito chato para quem o sofre. Os gases intestinais podem ocorrer por várias causas, embora o processo de digestão dos alimentos costuma ser uma das mais frequentes. Por exemplo, o nosso corpo não processa a fibra, o que faz com que o intestino reage aos alimentos que a contêm em abundância, produzindo gás.
Saber a causa exata que provoca os gases intestinais é algo básico para dar o tratamento adequado para este problema. E para obter um diagnóstico mais preciso, pesquisadores das universidades RMIT e de Monash, na Austrália, criaram esta microcápsula que pode viajar até ao nosso intestino. Mede 22 milímetros de comprimento por 9 de largura, e está equipada com um sensor de temperatura, uma pequena computador, baterias, antenas e um transmissor de radiofrequência, com o qual são enviados os dados que recebe.
Sua função é medir a atividade de micróbios intestinais durante a fermentação dos alimentos, e detectar quais quantidades de oxigênio, hidrogênio e dióxido de carbono produzidas em cada momento do processo. Com essa informação, os pesquisadores podem identificar quais são os causadores específicos dos gases intestinais e propor as alterações adequadas na dieta do paciente para resolver o problema.

Os sintomas da bactéria que come carne podem ser confundidos com os da gripe

Esse erro é mais comum do que parece

Fonte: Wikipédia.
Acaba de conhecer-se o caso de uma mulher do Arizona, que foi diagnosticado, erroneamente, uma gripe, quando, na realidade, o que tinha era uma infecção causada pela bactéria chamada comercane. A mulher recorreu a um centro hospitalar com sintomas que, em princípio, não parecem excessivamente anormais: febre, dor de cabeça, náuseas ocasionais, e um pouco de dor no flanco. Os médicos lhe receitou antibióticos e a mandaram para casa.
Mas, longe de melhorar, a situação da doente, foi piorando e, em poucos dias, apareceram em seu corpo várias úlceras sangrantes, o que motivou que voltasse ao hospital. Foi então quando lhe diagnosticaram que realmente sofria de uma fascite necrosante. Trata-Se de uma infecção aguda, que se espalha pelo tecido celular subcutâneo, produzindo uma rápida necrose. A fascite necrotizante pode afetar qualquer parte do corpo, mas é mais frequente nos membros, especialmente nas pernas.
Embora comumente se fale de bactéria que come carne, realmente teria que falar de bactérias, já que esta grave condição pode ser causada por vários microorganismos, entre eles os estreptococos do grupo A, a Clostridium, a Escherichia coli, Staphylococcus aureus e a Aeromonas hydrophila.
Em alguns casos, os sintomas provocados por esta infecção pode ser confundida inicialmente com os da gripe, o que dificulta o correto diagnóstico. Isso é muito grave, já que a detecção precoce pode reduzir mais de 50% o risco de morte por esta causa. No caso da mulher do Arizona, sua vida não corre perigo, mas foi preciso uma intervenção para extirparle 30% do tecido infectado.

Como é a dieta Sirtfood o milagre para perder peso?

Seus criadores prometem uma perda de até 3 quilos durante os primeiros 7 dias em um regime baseado em shakes “verdes” e refeições que o chocolate e o vinho são permitidos

O nome não é novo, já que nos últimos 10 anos, a “Sirtfood” (alimentos Sirt) tem estado na boca de muitos nutricionistas como remédio para o rejuvenescimento celular do nosso corpo. Mas foi no último ano e meio, quando se tornou moda, graças a duas nutricionistas britânicos, Aidan Goggins e Glen Matten, colegas da Universidade de Surrey, viram que, além de ajudar a regeneração de nosso corpo esta alimentação também ajuda na perda de peso. Mas, o que é exatamente a “Sirtfood”?
Tratam-Se de alimentos que aumentam de forma indireta, a atividade das sirtuin, algumas proteínas que regulam diversos processos biológicos, como o envelhecimento, a morte celular, inflamação e metabolismo. Daí que priorizar o seu consumo pode ser uma ajuda na hora de emagrecer. Segundo os pesquisadores, os seus efeitos são semelhantes aos que provoca o jejum, processo durante o qual as reservas de energia do nosso corpo ativam estas enzimas (que eles descrevem como o ‘gene magrela’). É então quando as nossas reservas de gordura deixam de acumular lipídios e nosso corpo parar o seu crescimento normal e ativa o modo “sobrevivência”.
Os alimentos mais comuns nessa dieta e que ajudam no processo de emagrecimento são o azeite, as cebolas vermelhas, salsa, morangos, nozes, maçãs, alcaparras, o chocolate preto e o vinho.

O que é dieta?
Não parece que possa ser complicada, mas isso terá que essas perguntas para o nosso estômago quando a experimente. Baseia-Se em duas fases: a primeira é a mais forte e a que é mais difícil de transportar, porque é um regime estrito de 1.000 calorias diárias (o que representa a metade ou menos do que é recomendado para um adulto). Consiste em 3 dias em que você só pode tomar 3 sucos compostos de produtos como couve, aipo, rúcula, salsa, chá verde e limão e apenas uma refeição forte diária rica em produtos que favorecem a ativação das sirtuin: escalope de peru com sálvia, manjericão e salsa, o curry de frango e couve ou camarões refogados com macarrão de trigo sarraceno.
Os seguintes quatro dias, até que termine a semana, aumenta o número de calorias até 1500 e se combinam dois sumos e duas refeições. A próxima fase é a de manutenção e dura duas semanas, onde se começa a notar mais a perda de peso, elas se pede que se tome um suco por dia e fazer 3 refeições diárias, onde são usados produtos que estimulem a criação de sirtuin.
Uma dieta em que se perde tão rápido peso poderia fazer crer que também se perde massa muscular ao mesmo ritmo, mas segundo seus criadores, isto não acontece. Isso sim, dizem que é recomendado fazer pelo menos 30 minutos de exercícios diários, 5 dias por semana para melhores resultados.
O que dizem os nutricionistas?
Apesar de terem recebido o favor de muitos colegas de profissão, há outros que advertem sobre sua eficácia. Segundo eles, este tipo de dietas rápidas, em que se perde peso com tanta rapidez não são muito recomendados, pois garantem que o “efeito rebote” será muito mais forte, uma vez que se deixe o ritmo de alimentação que pedem. A nutricionista Emer Delaney adverte que “de acordo com minha experiência, os primeiros 3 quilos que prometem serão de líquidos, mas queimar gordura, leva tempo, e estou certa de que com esta dieta não se consegue. É necessária uma dieta equilibrada com alimentos de baixo teor em gordura e ricos em proteínas, assim como legumes e fruta”. De fato, muitos dos alimentos que eles recomendam já fazem parte de uma dieta equilibrada.
Seja como for, se você está pensando em levar a cabo uma dieta, lembre-se sempre que deveis falar antes com um médico ou especialista.
Fonte: BBC | Sirtfood
Tags: dieta, proteínas e sirtuin.