Testam um novo tratamento para acabar com a colite

É um medicamento desenvolvido a partir de uma substância que em altas doses pode ser tóxico, o tungstênio

As bactérias que povoam nosso sistema intestinal, conhecidas como conclusão, são essenciais para a nossa saúde. São centenas de variedades diferentes de micoorganismos que, quando estão em equilíbrio, ajudam a evitar a inflamação, estimula o nosso sistema imunológico, retarda as infecções e ajudam a fazer a digestão. Mas quando esse equilíbrio se descompensa e a população de determinadas bactérias cresce desmesuradamente, em comparação com outras, começa as alterações intestinais, resultando em problemas como a IBD ou doença inflamatória intestinal (que em Portugal afecta vinte pessoas para cada cem mil habitantes) ou colite ulcerosa.
Mas, agora, uma nova pesquisa, feita pelo UT Southwestern Medical Center, encontrou um novo remédio para tratar esses males. Os autores do estudo identificaram um tipo de bactéria concreto, pertencente à variedade Enterobacteriacea, que desempenha um papel de destaque em a maioria de casos de IBD e colite.
E o remédio, como outras tantas vezes, está em uma substância tóxica, em especial, tungstênio, um metal pesado que em doses muito elevadas pode ser prejudicial para o organismo. Mas os pesquisadores têm criado a partir de um novo medicamento que limita o crescimento excessivo da população a esse tipo de bactérias, mantendo assim o equilíbrio da microbiota.
Os autores do estudo advertem que o tratamento não cura a IBD para aqueles que a têm de forma crônica, mas se melhora de forma notável os sintomas que sofre o paciente.

Fazer dieta vai funcionar melhor para as pessoas com mais familiares obesos

Seus resultados são visíveis até 70% mais em pessoas com predisposição genética ao excesso de peso, de acordo com os resultados de uma pesquisa de Harvard

Tudo o que tenha feito dieta alguma vez, com certeza já se perguntou: por que existem pessoas que obtém melhores resultados do que o resto? As causas podem ser diversas, mas, agora, os resultados de um estudo realizado pela Universidade de Harvard, descobriu uma delas. E a razão é que as dietas surtem mais efeito em pessoas que tem um histórico de obesidade na família.
Os pesquisadores realizaram o estudo com catorze mil pessoas, o que eles realizaram um acompanhamento durante vinte anos. E o que foi observado é que os benefícios de fazer dieta eram até 70% maiores naquelas pessoas que apresentavam uma predisposição genética para o excesso de peso.
Há dez anos, foram descobertos mais de cem genes relacionados de algum modo com a obesidade. Mas este é o primeiro estudo que aponta que essa “maldição genética” também pode ter o seu lado bom. E é o fato de que as pessoas com essa predisposição a aumentar de peso, são também as que mais se beneficiam de levar uma alimentação saudável.
Claro, os investigadores consideram que há também fatores psicológicos que podem influenciar este resultado. E , por isso, não excluem a possibilidade de que muitas pessoas com tendência à obesidade se tomar mais a sério, ter uma dieta rigorosamente saudável, do que aquelas que não têm esse problema.

Encontram uma pedra de um tamanho monstruoso na bexiga de um homem

Era tão grande quanto um ovo de avestruz, e vos mostramos no interior

Qualquer um que tenha tido pedras nos rins, a vesícula ou da bexiga, sabe perfeitamente o dolorosas que são, embora sejam muito pequenas. Por isso, apavora pensar o que teve que sofrer um paciente da Califórnia, o que os médicos removi uma que pesava mais de 700 gramas e medindo 12 cm de comprimento por nove de diâmetro.

A pedra, que parecia com a de um ovo de avestruz, havia se formado na neovejiga do homem. Dá-Se o caso de que o paciente tinha sofrido anos atrás, um câncer que o obrigou a extirparle parte da bexiga. Com os restos da mesma, os cirurgiões-lhe construíram o que se conhece como neovejiga, um tipo de intervenção que tem o efeito colateral de favorecer a formação de pedras.
Contudo, esta não é a pedra da bexiga maior do que foi retirado. Esse “honra” corresponde a uma que chegou a pesar mais de um quilo e meio. Mas, por que se formam estes irritantes cálculos?
As pedras se formam quando existe alguma dificuldade para esvaziar a bexiga completamente, o que faz com que fiquem na mesma restos de urina muito concentrada, com pouco líquido e muitos resíduos minerais. Esses minerais acabam se cristalizando e formando as pedras. Para eliminá-los, recorre-se a um tratamento chamado cistolitolapaxia, que consiste em utilizar um laser para reduzir de tamanho e poder expulsarlas ao urinar. Mas, no caso de não ser possível, há que recorrer à cirurgia.

Quais são as substâncias mais nocivas produzidas pelo fumo de um incêndio?

A madeira, ao queimar-se lança para a atmosfera cerca de compostos químicos altamente cancerígenos chamados PAH

As consequências devastadoras de um incêndio florestal, não se acabam quando o fogo se apaga, já que se prolongam na saúde humana. Até à data não existiam muitos estudos científicos sobre os efeitos na saúde humana das substâncias poluentes que contém o fumo de um incêndio, mas, agora, acaba de ser publicado um realizado por pesquisadores do U. S. National Institute for Occupational Safety and Health.
Segundo explica o relatório, o fumo que gera a madeira, ao queimar é uma mistura de monóxido de carbono, cinzas alcalóides e partículas de carbono orgânico. E todos esses elementos coincidem em conter hidrocarbonetos poliaromáticos esboço, PAH, por suas siglas em inglês.
Com esse nome se conhece a um grupo de uma centena de compostos químicos que são gerados durante a queima de madeira, carvão e petróleo. Os PAH, que penetram no organismo através dos pulmões, têm a particularidade de que são substâncias altamente cancerígenas. E não apenas isso, já que estudos realizados com ratos mostraram que também podem afetar a fertilidade e até mesmo danificar o DNA.
O estudo também revela que os bombeiros e membros de brigadas florestais apresentam uma percentagem mais elevada de casos de câncer, que são atribuídas à exposição habitual a estes compostos. Mas o risco afeta qualquer pessoa que viva em uma área onde tenha ocorrido um incêndio florestal. O problema é ainda mais grave se se tiver em conta que o vento transporta os PAH a muitos quilômetros de distância.
Felizmente, a chuva costuma limpar a atmosfera dessas substâncias. Mas no caso de que não chova, podem manter-se no ar em elevadas concentrações, durante semanas.

Há um tipo de tosse que você pode quebrar uma costela

4% dos adultos que têm tosse convulsa sofre lesões em suas costelas

A publicação The New England Journal of Medicine, recolhe-se o caso de uma mulher de 66 anos, residente no estado de Massachusetts, em que uma tosse muito violenta causou a fratura de uma costela. A paciente chegou ao hospital com uma tosse persistente e febre, sintomas que os médicos associados com a gripe. Mas, ao cabo de alguns dias voltou, os especialistas notaram que tinha um enorme azul que se estendia por quase todo o lado direito, e que sentia uma grande dor. Foi então que um raio-x revelou que havia quebrado a nona vértebra do lado direito.
Finalmente, também se confirmou que a mulher não tinha gripe, e que se tratava de um caso de coqueluche é uma doença causada pela bactéria Bordetella pertussis. Trata-Se de uma infecção do sistema respiratório que afeta, sobretudo, a lactentes e crianças pequenas, mas que também podem sofrer com os adultos. Inicialmente, é fácil confundir os sintomas com os da gripe, mas no decorrer do tempo começa a mostrar seus sintomas mais característicos, entre eles alguns violentos e ataques paroxísticos de tosse, e um estranho ruído que se produz ao inspirar o ar.
Os ataques de tosse chegam a ser tão fortes que, segundo os autores do relatório, cerca de 4% dos adultos que sofrem de tosse convulsa sofrem rachaduras ou fraturas em costelas. Na fase em que a doença se manifesta com mais virulência, os ataques de tosse ocorrem de forma repetida, às vezes, com intervalo de apenas uma hora, e apresentam-se de forma instantânea, ou induzidos por ações como bocejar ou rir. Felizmente, assim que começa o tratamento, tais ataques começam a ser mais distanciados no tempo, até que desaparecem por completo.

Descobrem que os ossos influenciam nosso apetite

E a causa é uma nova enzima chamada furin, que ocorre em nosso esqueleto

O esqueleto é a estrutura que sustenta o nosso corpo. Mas, embora difícil de imaginá-lo, nossos ossos também desempenham um papel importante em fatos como que possamos vir a sofrer de diabetes ou se tornarem obesos. E, agora, um novo estudo realizado por pesquisadores do Montreal Clinical Research Institute, no Canadá, revela que também podem influenciar para que tenhamos mais ou menos apetite.
Para entender como se chegou a essa descoberta, há que explicar primeiro que os autores do estudo levam anos a estudar os efeitos da osteocalcina, uma hormona produzida pelos osteoblastos, que são as mesmas células envolvidas no desenvolvimento e crescimento dos ossos. A maior parte desta hormona é incorporada à matriz do osso, mas em torno de 20%, a mesma passa para a corrente sanguínea.
Os níveis anormais desta hormona no sangue podem ser um sinal de osteoporose. Mas, quando está em níveis normais, tem um efeito benéfico no nosso organismo já que aumenta a produção de insulina, reduzindo os níveis de glicose no sangue e contribui para aumentar o gasto energético do organismo.
O que acontece é que a osteocalcina, que produzem as células dos nossos ossos não está ativa, isto é, é incapaz de desenvolver suas funções. E, o que o estudo realizado por pesquisadores canadenses descobriram, é a existência em nossos ossos de uma enzima chamada furin, que atua como uma “tesoura molecular” (segundo a expressão usada pelos próprios pesquisadores, fazendo com que o hormônio se torne ativa.
Os autores do estudo realizaram um experimento com ratos que, eles anularam desta enzima, e o resultado foi que aumentou o risco de desenvolver diabetes, e experimentaram um notável ganho de peso. A osteocalcina, permaneceu presente em seu sangue, mas não era completamente inútil.
Pior os pesquisadores também observaram um efeito inesperado. E é que, ao anularles da enzima furin, os ratos tinham, cada vez mais apetite. Dado que a osteocalcina não está ligada com a sensação de fome, os cientistas suspeitam que deve existir outro hormônio também produzido por ossos e, cuja ação está vinculada com a mesma enzima que se ocupe essa função. Agora, o novo desafio é tentar descobri-la.

Você seria capaz de deixar de fumar câmbio de 6 dias livres por ano?

Uma empresa japonesa criou esta iniciativa para compensar aquelas pessoas que não fazem pausas para fumar no trabalho e para animar a deixá-lo para aqueles que o amam

Fonte: U. S. Air Force illustration
A empresa de marketing e publicidade japonesa Piala Inc decidiu ser tomadas muito a sério a saúde de seus trabalhadores e espera que uma oferta generosa lhes anime a deixar de fumar ou, pelo menos, tentar. Você faria o esforço para 6 dias livres por ano?
Já é sabido que as jornadas de trabalho no país são das mais exigentes do planeta, e é que, apesar de que, segundo a lei, só podem trabalhar 40 horas por semana, realizam uma grande quantidade de horas extras, chegando alguns a 13 diárias. E de quando em quando, muitos aproveitam para fazer uma pausa para dar um cigarro que lhes relaxamento dentro desta estressante jornada de trabalho.
A empresa foi calculado que se perdem, pelo menos, 15 minutos em este hábito tão viciante, por isso querem compensar aqueles que não o fazem com 6 dias de férias. Um porta-voz da empresa, Hirotaka Matsushima, conta como surgiu essa idéia: “Um de nossos funcionários para não fumadores deixou uma mensagem na nossa caixa de sugestões, em que dizia que estes pequenos intervalos estavam causando problemas para a empresa. Nosso CEO leu e reconheceu que era verdade, assim que quisemos compensar aqueles que não fumam com tempo extra”.
Por que se perde tanto tempo?
A empresa encontra-se no piso 29 de um arranha-céus do distrito de Ebisu, em Tóquio. A única forma de poder ter um descanso ao ar livre é descer para o andar térreo, o que soma desses 15 minutos de cada vez que caem. De 120 funcionários, 30 não fumam, pelo que já podem aproveitar esse tempo para tirar dias de folga, e já são 4 os que estão fazendo o esforço para deixá-lo, o que representa pouco menos de 5% deles.
O CEO da Piala Inc, Takao Asuka, quer melhorar os resultados: “Espero encorajar os meus funcionários a parar de fumar por recompensas mais do que por castigos”. Segundo a Organização Mundial de Saúde garante que 18,2% dos adultos japoneses fumam de forma habitual.
Fonte: The Telegraph
Tags: vício em drogas e fumar.