Donald Trump quer que os doentes terminais possam aceder a tratamentos experimentais

Até agora, a única forma de fazer isso é ser selecionado para participar como voluntário em um ensaio clínico

Em outubro de 2016, quando ainda não era presidente dos Estados Unidos, Donald Trump teve uma de suas intervenções mais polêmicas quando se dirigiu aos doentes terminais do país, e pediu que, fosse qual fosse o seu diagnóstico, resistissem até o dia das eleições (que se celebravam no dia 9 de novembro) e a abandonar a votarle.
Agora, já mandatário da nação mais poderosa do mundo, em Toronto, voltou a refererirse as pessoas que sofrem de alguma doença terminal. Mas o fez em um contexto e com uma intenção muito diferentes. Foi durante o Discurso do Estado da União, durante o qual propôs a sua intenção de aprovar medidas que permitam a estes pacientes aceder a tratamentos que ainda estão em fase experimental. O presidente se referiu ao fato de que há muitos doentes que buscam essa alternativa em outros lugares do mundo em que, ou bem esses tratamentos se aprovados, ou é mais fácil ter acesso a eles através de vias clandestinas. “Devemos conceder-lhes o direito de tentar testá-los. E para fazê-lo em nosso país”, disse.
Não sabemos se essa medida sairá finalmente em frente, embora a certeza que vai causar uma grande polêmica. Mas se é verdade que não há muitas vias legais que permitam receber um medicamento ou uma terapia que ainda não tenham sido aprovados em uma nação. Para fazê-lo em Portugal, o único caminho é participar como voluntário em um dos ensaios que se realizam no nosso país. Mas para isso, você tem que cumprir uma série de requisitos específicos exigidos em cada experimento, e em que nem sempre se encaixam todas as pessoas que estão doentes.
Este tipo de testes é feita seguindo um procedimento, em que o primeiro passo é o chamado Estudo na Fase 1. Aqui só é necessário que participem pessoas saudáveis, já que o que se busca é verificar a segurança do medicamento ou terapia para a saúde humana. É na Fase 2, quando é necessária a participação de pessoas que estejam doentes. Metade delas receberão a droga, e o resto de um placebo, para verificar a eficácia da terapia. Esta fase pode durar de alguns meses a vários anos.
Superada a anterior, procede-se à Fase III, em que o tratamento é testado em vários milhares de pacientes, para avaliar os seus efeitos de forma mais ampla.
Para poder participar dessas provas, há que estar atento aos sites dos laboratórios, hospitais e universidades que têm laboratórios que realizam ensaios clínicos, já que é lá onde costuma anunciar que procuram voluntários que correspondam a determinados requisitos.

O que faz este bebê envolto em papel alumínio?

Era um menino robô usado em um experimento para medir as nuvens de partículas, que inspiram os bebés ao engatinhar

Quando os bebês gatean, especialmente sobre superfícies amoquetadas ou com tapetes, levantam nuvens de partículas formadas por poeira, esporos, pólen, bactérias… Agora, um experimento realizado pela Purdue University, em Indiana, foi medido pela primeira vez, algumas dessas substâncias são inaladas spro os pequenos enquanto se arrastam pelo chão. E o resultado é que é quatro vezes superior por quilo de massa corporal, que respira um adulto a andar no mesmo chão.
Para o experimento, os pesquisadores utilizaram um bebê robótico, que é o que aparece na foto e no vídeo, e que é também menos adorável que um de verdade.

O experimento revelou que a quantidade de partículas que se levantam do chão ao mover-se sobre ele, vai diminuindo conforme aumenta a altura. Por isso, os bebês sugam mais quantidade delas que os adultos. Mas, além disso, no caso dos segundos, a maioria delas ficam na garganta, enquanto que no caso de crianças pequenas uma grande quantidade delas passa para o interior do sistema respiratório.
Isso, que em princípio pode parecer alarmante, não tem porque ser necessariamente ruim. Os pesquisadores explicam que a inalação de muitas dessas partículas contribui para fortalecer o sistema imunológico dos bebês.

As pessoas podemos reconhecer um doente, mesmo antes de manifestar sintomas

Um experimento revela que possuímos a capacidade de detectar no rosto das primeiras e mais sutis sinais de uma doença

Pode-Se dizer que as pessoas possuímos uma espécie de sexto sentido para saber se alguém está doente. Mesmo, antes que o paciente comece a sentir os primeiros sintomas de que está mal. Mas, realmente não se trata de nenhum super poder, mas da capacidade de interpretar o rosto dessa pessoa sutis indícios de que algo não vai bem.
Assim o demonstrou um experimento realizado pelo Instituto Karolinska, de Estocolmo. Os pesquisadores injetaram a parte dos voluntários que participaram do mesmo amostras da bactéria Escherichia coli, que causa uma reação inflamatória no organismo. Então, lhes pediram a outro grupo, que trataremos de identificar que pessoas eram as que estavam infectadas, antes que estas começassem a sentir em seu organismo, os sintomas causados pelo patógeno.
E o resultado foi dispõe de 81% de acertos. Os voluntários realizaram o diagnóstico baseando-se em detalhes como uma pequena palidez no rosto, o gesto, o canto dos albios, uma perda do brilho do olhar… Elementos quase imperceptíveis, que servem para detectar (muitas vezes inconsciente) quando uma pessoa está doente.
Segundo os pesquisadores, esta habilidade tem sido uma excelente ferramenta evolutiva para a sobrevivência de nossa espécie, já que nos permitiu manter-nos longe e a salvo de doenças altamente infecciosas. Com tudo, não há que esquecer que o experimento havia quase 20% de falhas, uma percentagem suficientemente considerável para ter em conta que estes diagnósticos ao primeiro olhar nem sempre são confiáveis.
Escherichia coli
Este conteúdo foi publicado originalmente pelo Jornal O COMÉRCIO no seguinte endereço: http://www.elcomercio.com/tendencias/enfermedad-serhumano-estudio-identificacion-casos.html. Se você está pensando em fazer uso do mesmo, por favor, cite a fonte e faça um link para a nota original de onde você tomou este conteúdo. ElComercio.comEscherichia coli
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A obesidade pode ser contagiosa?

Um estudo sugere que se relacionar com pessoas com excesso de peso pode aumentar as chances de engordar

A obesidade não é transmitida de uma pessoa para outra pela ação de agentes patogênicos ou outros microorganismos infecciosos. Mas, apesar disso, muitas vozes dizem que há fatores que permitem considerá-la como uma doença contagiosa. Neste caso, seriam os laços sociais que atuariam como agentes infecciosos. É claro, é uma tese que é controvertida, e que nem todos os pesquisadores concordam. Mas, agora, um estudo realizado pela Universidade da Califórnia, traz novos elementos ao seu favor.
Os autores do relatório estudaram dois mil adolescentes e três mil pais que viviam em bases militares nos Estados Unidos. As escolheram por ser comunidades muito fechadas em que os seus habitantes mantêm um contato muito estreito e acabam compartilhando hábitos e costumes semelhantes. E o que foi observado foi que uma quarta parte dos jovens e três quartos dos adultos, tinham excesso de peso ou obesidade. Comprovaram ainda que os jovens que viviam nessas bases, durante mais de dois anos duplicaban o risco de ganhar peso de forma notável.
Para os pesquisadores, a causa reside em que, por ter muitos hábitos comuns, os habitantes destas comunidades têm mais risco de sofrer de excesso de peso se relacionam de forma muito estreita com pessoas que já o têm. E não é o primeiro estudo que lança conclusões semelhantes.
Já em 2017, outra pesquisa realizada pela Universidade de Harvard, revelou que quando uma pessoa engorda de forma considerável, aumenta também a oportunidade de que o façam o seu parceiro, familiares próximos e amigos. Este estudo foi realizado com mais de doze mil pessoas e, segundo seus autores, as chances de engordar aumentam mais de 50%, se têm amigos obesos.
É claro que estudos como estes não pretendem estigmatizar ainda mais as pessoas com problemas de peso, condenándolas a ser abandonadas por suas amizades. Mas, se são uma chamada de atenção para o resto, indicando que há que ter cuidado para não copiar certos maus hábitos alimentares.

Uma xícara de chá quente por dia reduz o risco de ter glaucoma

Um estudo sugere que o risco de desenvolver a doença pode diminuir em até 74%

O glaucoma é a primeira causa de cegueira irreversível no mundo. Estima-Se que sofrem de cerca de 60 milhões de pessoas em todo o planeta, 1 milhão na Espanha. Mas agora, um estudo realizado pela Universidade da Califórnia, descobriu um método possível para reduzir o risco de sofrer desta doença: tomar uma xícara de chá morno ao dia.
Os autores do relatório analisaram os dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição, que se realiza a cada ano nos Estados Unidos. E chegaram à conclusão de que aquelas pessoas que tomavam menos de uma xícara de chá (quente, repetimos) ao dia, tinham até 74% menos risco de desenvolver o glaucoma.
Infelizmente, outras bebidas como o café ou refrigerantes não pareciam ter nenhum impacto positivo. Convém assinalar que se trata de um estudo observacional, de modo que não é possível estabelecer conclusões definitivas. Apenas estabelece uma relação entre os dois fatos. Mas o resultado é interessante o suficiente para continuar pesquisando sobre o potencial efeito benéfico do chá.