O que causou esta névoa tóxica em Inglaterra? A dispersão térmica

É o mesmo fenômeno que provocou a letal névoa que, em 1952, matou milhares de pessoas em Londres

Mais de 150 pessoas tiveram de ser atendidas após ser afetadas por uma misteriosa névoa tóxica que começou a dez quilômetros de Londres e que, em seguida, mudou-se para a costa de Sussex. Os pacientes apresentavam problemas respiratórios e irritação nos olhos, mas felizmente nenhum caso revestia gravidade. Mas qual foi a causa que desencadeou o evento?
No início se pensou que podia tratar-se de emissões industriais tóxicas provenientes da costa francesa, algo que já havia acontecido em alguma ocasião anterior. Mas os meteorologistas afirmaram que o vento e as condições climáticas faziam impossível que serão causados por esse motivo. Por outro lado, as pessoas afetadas alegaram que a névoa caro, de um modo semelhante ao cloro, embora a análise feita não encontraram vestígios dessa substância.
Por isso, os especialistas acreditam que a hipótese mais viável é que se trata de um caso de inversão térmica. O ar atmosférico, geralmente dispostas em camadas de acordo com sua densidade. Assim, o mais denso está nas inferiores, mais perto do chão, e o menos denso nas superiores. O normal, além disso, é que a temperatura dessas camadas de ar seja menor à medida que se ganha altura. Mas se aparece uma massa de ar muito frio, sem que haja vento ou nenhuma turbulência que ajude a dispersarla ou misturá-la com as diversas camadas de ar, a massa, por ser mais densa, cai ao chão e fica presa sob as camadas mais quentes.
Ocorre, assim, a imersão térmica é um fenômeno que retém a contaminação do chão, ao evitar que as substâncias poluentes crescer e ser destruída pela atmosfera. A Inglaterra já conhece de sobra este fenômeno, pois foi o mesmo que causou a letal fog londrino que, em 1952, provocou cerca de 12.000 mortes.